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Como descartar o lixo orgânico corretamente

Por Time Musa
21 de junho de 2022
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Entenda o que são resíduos orgânicos, como descartá-los e a importância de sua reciclagem – tanto pela indústria e o comércio quanto por residências

O que é lixo orgânico

Para início de conversa, é importante definirmos lixo orgânico: é aquele proveniente de matéria orgânica, ou seja, biológica – seres vivos. Restos de alimentos (sejam de origem vegetal ou animal), folhas e pedaços de madeira são alguns exemplos. Esses resíduos se decompõem naturalmente com relativa rapidez, em poucos meses ou mesmo em apenas algumas semanas. 

Em comparação, o lixo inorgânico, aquele proveniente de materiais fabricados por meios não naturais (mesmo que a matéria-prima muitas vezes seja orgânica), leva muito mais tempo. O papel, dependendo do tipo, pode demorar entre 6 meses e 5 anos para se decompor, enquanto embalagens plásticas duram cerca de 500 anos e o vidro pode permanecer na natureza por milênios. Por isso é importantíssimo reciclarmos o lixo inorgânico que produzimos.

A reciclagem do lixo orgânico

Se os resíduos orgânicos se decompõem na natureza em tempo relativamente curto, não precisamos nos preocupar em reciclá-los, certo? 

Errado!

A maior parte do lixo orgânico é enviada para aterros sanitários ou lixões. Nos aterros sanitários, que são espaços preparados para receber esses resíduos, o lixo orgânico é tratado, porém há outros problemas. A criação de um aterro demanda a remoção da vegetação do local, o que afeta a biodiversidade, além de impactar negativamente na qualidade de vida de quem mora no entorno – acaba, entre outras coisas, provocando a desvalorização imobiliária e mudando, para pior, toda a dinâmica social naquele espaço. 

Nos lixões os perigos são ainda maiores. Como não há qualquer tipo de tratamento, o acúmulo de lixo orgânico pode ter graves consequências. As mais preocupantes são a contaminação dos lençóis freáticos e a produção de metano – gás gerado pelo processo de decomposição da matéria orgânica e um dos causadores do efeito estufa.

Embora os lixões tenham sido proibidos pela Lei nº 12.305, a mesma que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ainda existem cerca de 3 mil deles funcionando no Brasil de maneira clandestina.

E, mesmo nos aterros sanitários, os resíduos orgânicos não recebem a melhor destinação possível. Afinal, se reciclados, eles são fonte de vida e energia – podendo ser reintroduzidos à cadeia de produção.

O Brasil produz anualmente quase 37 milhões de toneladas de lixo orgânico, mas só 1% dele é reaproveitado. Por isso o avanço da gestão de resíduos e destinação correta do lixo é essencial para ajudar a reverter esse cenário.

Como reciclar o lixo orgânico

O primeiro passo para podermos reciclar o lixo orgânico é o descarte correto. A separação do lixo – entre orgânico, inorgânico e rejeitos (aquilo que não pode ser reaproveitado, como fraldas descartáveis e papel higiênico usado) – é fundamental e deve ser priorizada tanto pela indústria e pelo comércio, quanto por residências.

A compostagem é a melhor maneira de reciclarmos os resíduos orgânicos. Nesse processo o lixo se transforma em adubo, fertilizando solos e dando continuidade a um ciclo natural. Isso pode ser feito de maneira doméstica, mas hoje já existem usinas de compostagem capazes de fazer o tratamento do lixo orgânico em larga escala. 

Além disso, os resíduos orgânicos também são capazes de gerar o biogás, composto pelos gases carbônico e metano – dois gases de efeito estufa, extremamente danosos se liberados na natureza, mas que quando são utilizados corretamente se tornam uma fonte de energia renovável altamente promissora.

A MUSA é uma startup dedicada a ajudar em todo esse processo, com um modelo de separação simplificado e encaminhando todos os resíduos à destinação correta – ajudando a fazer do mundo um lugar melhor e, ao mesmo tempo, movimentando a economia.

Fonte:
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